domingo, julho 21, 2024
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Técnico do JC Amazonas é preso no Estádio de Pituaçu após denúncia de racismo contra jogadora do Bahia

comemoração do Bahia pelo acesso ao Brasileirão Feminino A-1 virou um caso de polícia em Pituaçu. Com a conquista no campo, as jogadoras do Bahia comemoravam no gramado, até que o técnico do time adversário proferiu ofensas raciais a atletas tricolores.

A zagueira Suelen afirmou ter sido chamada de “macaca” pelo técnico Hugo Duarte, que invadiu o campo e correu na direção das atletas tricolores que comemoravam o acesso conquistado sobretudo pelo triunfo no Amazonas, por 2 a 0.

A lateral-direita Dan, a zagueira Suelen e um assessor do clube realizaram Boletim de Ocorrência contra o técnico.

O técnico foi preso em flagrante, levado à Central de Flagrantes da 1ª Delegacia.

Na súmula, a arbitragem confirma ter recebido o relato da atleta e de membros do Bahia que viram a ofensa de perto.

“Foi relatada a equipe de arbitragem e ao policiamento pela jogadora 77, Suelen dos Santos da Silva, do Bahia, que o técnico do JC Futebol Clube, sr. Hugo Miguel Duarte Macedo, teria deferido as seguintes palavras com dedo em riste para a mesma: “sua macaca, sua macaca”, tentando agredi-la fisicamente também. Outros membros da comissão técnica e jogadoras do Bahia confirmaram a versão da atleta e que teria sido esse motivo da confusão generalizada”, informa a súmula do jogo

Trata-se de um treinador português de 45 anos, que está no segundo ano trabalhando no futebol feminino brasileiro.

Em 2023, ele treinou o 3B da Amazônia – time que inclusive conquistou o acesso à primeira divisão neste ano.

Já em 2024, assumiu o comando do JC FC, também do estado do Amazonas, ficando sem o acesso e terminando a competição preso.

Ainda em campo, a Polícia Militar foi acionada e uma equipe do BEPE fez a prisão em flagrante do técnico portguês, que está preso e à disposição da Justiça. Vitor Ferraz (diretor do Bahia), Arivan Gomes (cordenador de Performance e Saúde), quatro atletas do Tricolor que foram testemunhas, além de Suellen, passaram a madrugada na 1ª Delegacia Territorial, no bairro do Barris, prestando depoimento sobre o caso de agressão e racismo.

Bahia repudia ofensa racial cometida pelo técnico adversário

“O que deveria ser uma noite apenas de comemoração pelo acesso das Mulheres de Aço à elite do futebol brasileiro acabou manchada por episódio lamentável no estádio de Pituaçu.

Ao final da partida, a zagueira tricolor Suelen foi alvo de ofensa racial praticada pelo treinador da equipe adversária no gramado.

Acionada, a Polícia Militar conduziu o acusado à Central de Flagrantes da 1ª Delegacia para realização de boletim de ocorrência.

O Diretor de Operações e Relações Institucionais, Vitor Ferraz, acompanha a atleta juntamente com advogado criminalista que assessora o clube, além de outras jogadoras e funcionários que se apresentaram como testemunha.

O Esporte Clube Bahia SAF manifesta toda solidariedade a Suelen ao tempo em que cobra resposta à altura da gravidade do assunto, reiterando compromisso na luta contra qualquer tipo de discriminação”.

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