quarta-feira, junho 12, 2024
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Putin e Lula conversam sobre Ucrânia e brasileiro reforça que Rússia deve estar na mesa de negociações sobre a guerra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu uma ligação do presidente da Rússia, Vladimir Putin, na manhã desta segunda-feira (10). No telefonema, o russo expressou solidariedade às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, cerca de um mês após a tragédia que vitimou centenas no estado.

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia também esteve em pauta. Segundo o Planalto, Lula reiterou a defesa de negociações de paz que envolvam os dois lados do conflito, alinhado ao documento assinado pelo assessor presidencial Celso Amorim e pelo chinês Wang Yi, que ocupa a mesma função no governo Xi Jinping.

Durante a visita de Amorim a Pequim, em 23 de maio, Brasil e China assinaram uma proposição defendendo uma “resolução política” para a guerra entre Rússia e Ucrânia, que se arrasta há quase dois anos e meio.

Além de uma lista de sugestões, como um aumento da ajuda humanitária e a proibição da ampliação de zonas de conflito, o texto determina que a Rússia também precisa estar incluída na mesa de discussões sobre uma eventual proposta de paz entre os dois países.

 

O documento vai na contramão do posicionamento de nações como Estados Unidos (EUA) e membros da União Europeia (UE), que defendem, assim como a Ucrânia, que qualquer proposta de paz deve começar somente depois que as tropas russas decidirem deixar o território vizinho.

Os presidentes também conversaram sobre cooperação econômica bilateral e governança global, durante o telefonema.

Lula aproveitou a ocasião para reforçar a necessidade de uma ampla reforma do sistema de governança global, que deve ser debatido no âmbito do G20, durante a presidência brasileira no bloco.

O Brasil permanece à frente do grupo que reúne as maiores economias do mundo até novembro deste ano.

Desde que assumiu, Lula tem defendido uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que reflita os novos arranjos geopolíticos mundiais.

https://g1.globo.com/politica/noticia/

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