domingo, julho 21, 2024
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“O que é bom chama a gente”

DA REDAÇÃO

Ana Ferreira de Souza

Aos 63 anos e com um largo sorriso no rosto, muita vontade de viver e feliz da vida, dona Ana Ferreira de Souza pediu para falar com a nossa equipe. “Ei, eu quero falar também, sinalizou ela quando já tínhamos terminado a entrevista com outras pessoas que ali estavam. O que é bom chama a gente, não é?” disse, toda animada, a senhora que há 10 anos recebe o benefício do Centro Espírita Obreiros do Porvir, e que a pouco mais de dois anos, são distribuídas pela Associação Obreiros do Porvir (AOP), localizada no bairro João Paulo II, em Bom Jesus da Lapa, toda quarta-feira.

Danyela Rocha

A presidente do Centro Espírita Obreiros do Porvir (CEOP)– Instituição mantenedora da Associação Obreiros do Porvir (AOP), Danyela Rocha disse que são 100 famílias cadastradas para receberem todas as quartas-feiras os alimentos. Porém, toda semana tem famílias novas que vão para a fila em busca de ajuda. Nesta quarta-feira (26), foram 30 pessoas a mais.  Destacou que dentro das possibilidades, conseguem atender. A associação, segundo ela, foi criada para avançar no processo de atendimento das famílias necessitadas. A manutenção é feita pelos sócios, por um convênio da nota premiada Bahia, com a ajuda do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), criado pelo art. 19 da Lei nº 10.696, de 02 de julho de 2003, no qual possui duas finalidades básicas: promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar, além de outras doações anônimas. “Mas ainda é pouco. Tem muita gente necessitada”, reforçou Danyela.

Natural de Igaporã, mas se considera lapense pois veio morar na cidade quando tinha 10 anos de idade, Lucidalva Maria da Silva tem 53 anos e é beneficiada há 17 anos por esse gesto de amor. “Desde que minha filha nasceu que eu pego pão, leite e verduras aqui. Sou agradecida pelos alimentos que recebo, ajuda a alimentar meus 4 filhos e uma netinha de 3 meses”, disse satisfeita.

Realidade que não difere de Sirleide Maria de Souza. Mãe de 5 filhos, toda quarta ela sai cedinho de casa para não perder a hora e garantir um lugar à fila. “Eu nunca tive medo do trabalho, já trabalhei na roça e também de faxineira. Mas por causa da pandemia, nem faxina eu encontro mais para fazer. O pão, o leite e as verduras que recebo aqui me ajudam e muito lá em casa”. Atenta à realidade de outras pessoas Sirleide observou que quando estava na fila  para receber a doação, sentiu na pele o que viu: “Quando eu cheguei aqui e vi mulheres grávidas, outras amamentando se juntando a um grupo que não estão cadastrados esperando para ver se sobrava alimento, meu coração partiu”, sentiu Sirleide, a carência do próximo.

Daiana Maria de Oliveira aos 35 anos de idade celebra o benefício da doação e do trabalho. Mãe de 3 filhos ela trabalha na comunidade cuidando da horta. “Eu não podia trabalhar em casa de família porque não tenho com quem deixar meus filhos. Aqui eu posso trazer, cuidar deles e ainda trabalhar. “Eu só tenho a agradecer a Deus por eu poder trabalhar, conseguir o alimento para levar para casa e ainda cuidar dos meus filhos”.

Maria Oliveira do Nascimento

Humildade, Tolerância e Compreensão, três palavras que definem a missão escolhida por dona Maria Oliveira do Nascimento de 69 anos, desde 1994. São 27 anos servindo o outro. Atualmente está como vice-presidente da Associação.

Bondosa e dona de um grande coração, foi definida pelas mulheres que são beneficiadas e que convivem com ela toda semana. Tímida ao saber disso, ela fica feliz pela missão dada e cumprida. “Eu me sinto realizada quando consigo atender o pedido de alguém. Fazemos de tudo para atender”, nossa missão é servir. Mas quando os alimentos são insuficientes, uma tristeza toma conta de todos nós, tem muita gente com fome” lamenta.

Se você quiser doar, pode entrar em contato pelos telefones abaixo. Anote aí!
WhatsApp de Dona Maria (77) 9 9944 0034.
WhatsApp do atendimento fraterno (77) 9 9943 2450.

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