quarta-feira, junho 12, 2024
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Pediatra alerta para Síndrome mão-pé-boca que cresceu com fim do isolamento

Pois é, o motivo do aumento da doença se deu justamente por causa da volta das crianças ao convívio social em escolas, parques e festinhas. O contato fez com que surgissem no país surtos espalhados da doença conhecida como síndrome mão-pé-boca, que atinge principalmente as crianças de até 5 anos. Foram registrados muitos casos em Belo Horizonte, Cuiabá, Mato Grosso, Goiás, Chapecó, Baixada Santista e Sítio do Mato, uma das mães que teve suas duas filhas contaminadas entrou em contato com nossa produção e informou que outras mães, também queixaram dos sintomas nas crianças.

A pediatra Rainara Novais Azevedo explicou, durante entrevista ao Portal Nova Lapa o que é a doença e alertou que é altamente contagiosa. “A doença mão-pé-boca na maioria dos casos, a infecção é causada pelo vírus coxsackie da família dos enterovírus, que normalmente habitam o sistema digestivo humano. É altamente transmissível, é infectocontagiosa e acomete crianças abaixo de 5 anos de idade”.  Quanto à transmissão, sintomas e duração da doença, doutora Rainara foi direta ao ponto:  “A transmissão ocorre por contato pele a pele, gotículas de saliva, tosse, espirro, secreções e compartilhamentos de utensílios. Os sintomas começam sete dias antes, geralmente com febre e prostração da criança. Ela perde o apetite e no sétimo dia, começam a aparecer as lesões nas mãos, pés e boca”. Ainda de acordo com a médica a criança, mesmo durante a após o período de cura, ela pode ainda por 4 semanas transmitir a doença para outras pessoas. “Por isso o cuidado é importantíssimo. A higiene das mãos, depois de cuidar da criança, é essencial”, destacou a pediatra que alertou que a síndrome, infelizmente, não apresenta uma vacina. “É uma doença autolimitada como toda doença viral, porém têm crianças que reagem com mais tranquilidade em relação à doença, mas outras, dependendo do organismo e do sistema imunológico de cada uma, apresenta um quadro mais preocupante”.

Para a pediatra é importante a ajuda de um médico para a identificação da doença porque em determinados casos, a doença pode avançar para um quadro mais perigoso. Como por exemplo, a doença de Kawasaki que se trata de uma vasculite de artérias de tamanho médio, principalmente de artérias coronárias, das quais 20% estão envolvidas em pacientes não tratados.

As manifestações precoces incluem miocardite aguda com insuficiência cardíaca, arritmias, endocardites e pericardites. Subsequentemente, podem se formar aneurismas das artérias coronárias. Aneurismas gigantes das artérias coronárias, embora raros, têm o maior risco de tamponamento cardíaco, trombose ou infarto.

A doença de Kawasaki é uma das causas principais de cardiopatia adquirida na criança. Tecidos extravasculares também podem sofrer processo inflamatório, como vias respiratórias superiores, pâncreas, trato biliar, rins, mucosas e linfonodos.

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