sexta-feira, março 1, 2024
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Segundo relatório do TCU, 50% dos óbitos registrados por COVID, não foram por Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro afirmou entre populares na manhã de hoje que nenhum país comprou e recebeu vacina contra o coronavírus em 2020; primeira pessoa a ser imunizada no mundo foi no dia 8 de dezembro, no Reino Unido

Em declaração dada a apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que o Tribunal de Contas da União (TCU) questiona em um relatório aproximadamente 50% das mortes por Covid-19 em 2020, que supostamente, não teriam sido provocadas pela doença. O vídeo foi publicado nas redes sociais do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).

“O relatório final, ainda não é conclusivo, mas em torno de 50% dos óbitos por Covid-19 no ano passado não foram por Covid-19, segundo o Tribunal de Contas da União. Esse relatório saiu há alguns dias. Logicamente a imprensa não irá divulgar”, afirmou o presidente. Bolsonaro ainda atacou a imprensa ao prometer que iria divulgar o relatório. “Só jornalista não vai entender, o resto, todo mundo vai entender”, disse.

Em seguida, o presidente acusou a imprensa de emplacar uma narrativa de que o governo federal não havia comprado vacina em 2020. Porém, de fato, o governo deixou de comprar 100 milhões de doses da vacina da Pfizer ao não responder inúmeros contatos da farmacêutica através de e-mails e cartas. Além disso, de acordo com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, o Ministério da Saúde poderia ter acelerado o processo de compra de vacinas da CoronaVac com a Sinovac, o que não aconteceu, e isso poderia ter permitido com que o Brasil fosse o primeiro país do mundo a iniciar a vacinação contra o coronavírus.

“Me diga, qual país comprou vacina e recebeu no ano passado? Ninguém. Agora, por que tinha que passar pela Anvisa? Porque eu não posso ser irresponsável e comprar uma coisa que está em fase experimental”, completou.

Apesar da declaração do presidente, a primeira pessoa a ser vacinada no mundo, foi uma idosa de 90 anos, no dia 8 de dezembro de 2020, no Reino Unido. Além disso, outros países e governadores brasileiros já firmaram contratos com farmacêuticas antes da aprovação dos imunizantes em suas respectivas agências sanitárias. Na Bahia, o governador Rui Costa (PT), já havia, por exemplo, firmado acordo com o Fundo Russo para a compra de até 50 milhões de doses da Sputnik V, mesmo sem a aprovação do uso emergencial da vacina pela Anvisa.

A reportagem entrou em contato com o TCU para questionar a veracidade da informação divulgada por Bolsonaro, mas até a publicação desta matéria não houve resposta.

Fonte: Bahia.ba – Com informações de Raphael Minho

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