Comerciantes se unem e pedem reabertura do comércio local

O primeiro dia de Lockdown parcial na cidade de Bom Jesus da Lapa causou divergências de opiniões. O centro comercial da cidade parou, funcionaram somente as atividades essenciais, cumprindo o decreto Nº 125. Um movimento bem significativo nas casas lotéricas, agências bancárias e supermercados foram apontados por quem não apoiou o novo decreto parcial.

Em frente à Catedral, no bairro Amaralina, empresários, comerciantes e funcionários se reuniram para ganharem as ruas. Uns de motos, outros de carros. Tiveram os que preferiram caminhões e aqueles que foram de bicicletas. O importante para quem estava ali, era participar da manifestação pacífica onde reivindicavam a reabertura do comércio na capital baiana da fé.

O Portal Nova Lapa acompanhou todo a mobilização e conversou com empresários e apoiadores.

Comerciante em Bom Jesus da Lapa, Robertino Nazaré de Oliveira concorda que o problema existe e é grave. Porém, com 1 ano e dois meses de pandemia, ele afirma que os protocolos utilizados pelo comércio estão de acordo com todas as exigências sanitárias e não acha justo o fechamento parcial do comércio local. “Temos pesquisa que apenas 2% dos trabalhadores no comércio, foram infectados pelo coronavírus. Dentro desse percentual, uma boa parte foi infectada no período de férias”, enfatizou o empresário que segundo ele, configura que o trabalho no comércio está sendo feito de forma responsável e segura. “Eu tenho 22 funcionários, nenhum foi infectado. Como eu, tem muitos comerciantes na região que relatam o mesmo”, justificou.

“Não é justo pagarmos essa conta. Eu tenho 22 famílias que dependem diretamente do meu ramo de atividade. Estamos sofrendo para manter os compromissos. É preciso olhar de forma diferenciada para quem gera emprego e mantém a economia do município”, finalizou Robertino.

O empresário Moizés Barbosa também participou da carreata. Ele considera importante ouvir os logistas. Compreende a dificuldade crítica que passa o município e pede cautela. “ Precisamos entender que a crise é geral. Estamos matando um leão todos os dias. Esperançosos para que tenhamos vacina para todos, seguimos confiantes no cuidado e prevenção da Covid-19. Na Lapa mesmo tem pessoas que ainda não foram tomar a 2ª dose da vacina, e estão sendo convocados. Faço um apelo, imunizem-se! Quanto mais pessoas imunizadas, menos mortes e mais alívio para a economia, concluiu.

“Eu quero muito continuar trabalhando. Mas se continuar desse jeito, como sou nova na firma, tenho a triste sensação que logo serei demitida”, disse Eliane Santos Sirqueira, vendedora de 28 anos  que tem dois filhos dependentes do salário mínimo que ela recebe.

A movimentação agradou os organizadores, pois se manteve pacífica no início ao fim e foi ganhando seguidores e apoiadores por onde passava a carreata. Carlos Servilar disse que o objetivo foi cumprido. Era mostrar ao gestor público que a doença existe, que medidas cabíveis devem ser tomadas pelo município, mas que é preciso conviver com a doença sem deixar de trabalhar, obedecendo claro, todas as normas sanitárias de precaução contra a Covid-19.

 

Fotos: Portal Nova Lapa

 

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