terça-feira, julho 23, 2024
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Cesta básica registra alta: O Comercial Bonfim, por representar 14 marcas, mantém os preços controlados em Bom Jesus da Lapa

O aumento nos preços internacionais das commodities – grupo que inclui produtos agropecuários como carne, soja, milho e arroz, por exemplo – tem provocado dois efeitos distintos no Brasil. De um lado, a alta tem contribuído para que os produtos fiquem mais caros também nas gôndolas dos supermercados.

Para se ter uma ideia da elevação dos preços das commodities agrícolas, entre abril de 2020 à abril de 2021, os preços das diversas mercadorias agrícolas negociadas nos mercados financeiros registraram variações que vão de 20% a 100% de aumento.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o recordista de aumento foi o óleo de soja que um teve alta de 83,79% no acumulado de 12 meses até junho. Enquanto os consumidores pagam mais por alimentos básicos, porém, Estados e governo federal se beneficiam. Na União, por exemplo, a arrecadação de impostos teve aumento real de 24,49% no primeiro semestre de 2021 na comparação com o mesmo período do ano passado. É a maior arrecadação da série histórica, iniciada em 2007. Outros fatores também contribuíram, mas a alta nos preços teve participação no crescimento do valor.

BOM JESUS DA LAPA: Para o proprietário e comerciante Euvaldo Bonfim a pandemia contribuiu, e muito, para a crescente alta dos preços de produtos e serviços. Mas olhando para a realidade de Bom Jesus da Lapa, enquanto empresário, ele acredita que os preços praticados nas prateleiras do seu comércio, ainda dá para segurar. “O empresário sofre com muitos impostos e encargos, mas não podemos atribuir à conta do consumidor esse custo”. Os produtos comercializados em seus estabelecimentos, tanto no varejo como no atacado, são previamente acordado entre empresa e cliente. “Sempre chegamos a um acordo”, os dois lados ganham e  nossa meta é fazer com que o cliente saia satisfeito para voltar novamente.

ATENÇÃO: Entre maio e junho de 2021, o custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em oito cidades e diminuiu em nove, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em 17 capitais. Esse valor é definido com base em uma família composta por quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças. Diante disso, é estipulado que o gasto com alimentação deve ser menor que 50% dos recursos recebidos. Sendo assim, apenas para alimentar as quatro pessoas de cada seria preciso ter disponível R$ 2.581,52.  Um dado que está longe de nossa realidade. Com a pandemia, muitas pessoas perderam o emprego. A fome apertou e os preços dispararam.

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